sexta-feira, 11 de maio de 2012

Se importar



Cansei de me preocupar. O que posso fazer? Não posso. Só posso acreditar, só posso esperar. Cansei. Cansei de sobrancelhas apertadas, cansei de bufadas, cansei de lágrimas. É hora de viver, e se quiser se importar comigo, que se importe. Eu não vou mais procurar por isso. Cada ação tem que ser espontânea, não posso forçar ninguém a nada, cada um faz o que quer. O que sua própria consciência manda. E que seja feito então, mas não se arrependa. Nunca se arrependa, nunca dê desculpas. É hora de deixar ser e parar de se importar tanto com cada coisa que não se faz do jeito esperado. É hora de parar de esperar tanto das pessoas. Caso seja importante, não deve ser difícil se importar. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Não saudades

Saudades de quando estava tudo normal, de quando sentia saudades por não te ver por uma semana. Saudades das suas ligações reclamando que não sinto saudades, e de quando você já não aguentava mais que eu te ligasse. Saudades das suas besteiras, e do seu sorriso. Saudades de nós. Saudades de não sentir saudades.

domingo, 8 de abril de 2012

Resolução de Ano Novo


Nunca fui uma pessoa que faz resoluções para o ano novo, essa foi minha primeira, então perdão pelo atraso de descobri-la. Esses dias me peguei pensando em como ia ser desesperador se eu viajasse sozinha para fora do país e não soubesse chegar no meu destino. Então parei para pensar em como eu sou medrosa quando estou sozinha. Decidi que essa será minha resolução de ano novo. Fazer tudo que eu precisar sozinha, sem precisar que ninguém me acompanhe. Grande parte das coisas que eu quero fazer será resolvida sem esse medo estúpido. A começar com a ligação para a pizzaria “Olá, queria pedir uma pizza família metade marguerita, metade pepperoni. Pode trazer a maquininha do cartão?”.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Impotente

Não sei muito bem por onde começar. Na verdade acho que me sinto impotente. Talvez seja essa a palavra, provavelmente é. Sentimento ruim. Nem queira sentir, não vale a pensa sentir seu significado.

E eu posso fazer o que em relação a isso? Não posso. Posso só esperar, confiar, sei lá. Estou tão incomodada, que nem escrever está me fazendo bem. Não adianta desabafar, já desabafei mil vezes, eu concordo com todos, mas meu coração insiste em não ouvir nada! Ta pra existir coisa mais teimosa que coração. Mas que coisa, não tem mãe não? Pra te educar! Te ensinar a ouvir o cérebro. Ele sabe das coisas, sabia? Mas tadinho, não é ouvido.

Não consigo falar mais nada, além disso. Pensar mais nada, além disso. Talvez eu vá até sonhar com isso, não quero nem ver.
A impotência que está me matando, também está influindo em tudo que eu escrevo, então cortarei esse mal, me despedindo agora mesmo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Era feliz, era bonito

Eram felizes. Sorriam de mãos dadas. Ela o esperava ansiosa. Ele demorava, sempre. Nos beijos, ela se sentia diferente, tão bem. Era fácil, mesmo que fosse difícil. Era fácil porque era de verdade. Mesmo tão rápido, era de verdade. Ela só conseguia pensar nele e ele fingia que não pensava nela, até o dia que só a quis. E isso acaba? Pode acabar? Talvez sim, não se pode saber. De tão verdadeiro que era, seus olhos brilhavam. E agora? Era feliz, era bonito. Mas, e agora?

Saudade boa

Bateu saudade, sabe? Sempre bate, mas hoje bateu forte. Saudade boa, saudade que faz sorrir. Também faz chorar, mas juro que é boa. Saudade de sentimentos, de pensamentos. De tudo que vivi. Saudade de tocar, de sentir. Saudade do cheiro. Que cheiro bom. Nunca mais senti, nem em ninguém passando pela rua. Mas como disse, essa saudade é boa. Sinto coisas boas, e quando nos lembramos de sensações tão boas, não podemos nos sentir mal. Nem por não ter mais isso aqui. Quem sabe é só por um tempo. Quem sabe? Quem sabe volta? Agora eu fico aqui, sentindo o toque, o cheiro, o barulho da respiração, o coração batendo, tudo de uma vez, igualzinho, nada sumiu. Que bom.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Aquele negócio que palpita mandou dizer



A pior parte é não poder fazer absolutamente nada em relação a isso. NADA. Eu não sofro o tempo inteiro. Mas fica parecendo que sim. Não quero passar isso a ninguém, é só que eu escrevo quando sofro e quando não sofro eu aproveito o não sofrimento como se deve fazer. Escrever diminui minha dor, por isso escrevo sofrido.

Escrevo o coração. Cada batida, uma palavra. E agora ele bate fraco, mal palpita. Suas batidas de saudade, antecipada sabe? Aquela que você sente porque sabe que vai sentir. Acho que é a pior. Coração bate de ideias ruins na cabeça. Aquelas que aparecem quando não se tem mais nada para fazer, aquelas que agoniam, aquelas que beliscam. Essas mesmas, sabe?

Minha vida continua sendo vivida, não se confunda. Nenhum acontecimento foi parado por causa disso. Aliás, até tenho tentado fazer mais coisas para manter a mente ocupada, sem beliscões daquelas malditas ideias. Mas a noite vem, a vida fica calma, os beliscões aparecem. É como se uma parte do que eu tinha tenha sido arrancado, de uma hora para outra e eu ainda estou meio perdida, meio sem saber o que fazer. Acho que você concordaria comigo se estivesse aqui. Mas eu sei que você não entende, porque não está aqui onde estou. Só eu estou onde estou.

Sei que repito essa ladainha o tempo inteiro, mas é que é verdade, entende? Só que é difícil de acreditar. Ou de realizar. Ou de viver. Não para mim, para você.

Não é tão difícil para você quanto é para mim. Aliás, não é difícil para você. É fácil, muito fácil. Sei nem se sentiu o que dizia, mas isso eu nunca poderia saber. Nada sabemos da alma alheia, a nossa já nos dá muito trabalho.

Não sei se me fiz entender, talvez nem tenha tentado explicar propriamente. Não me leve a mal, não pense que só reclamo. Talvez só tenha tentado falar o que viesse na cabeça, o que aquele negócio que bate tenha me mandado falar. Sabe como é, ele que manda em mim.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Odeio não te odiar

Odeio quando você não presta atenção em mim. Quando você não ouve o que eu falo nem responde o que eu pergunto. Odeio quando você é grosso comigo. Odeio quando você é porco. Odeio quando você está desanimado. Odeio quando você está sem confiança. Odeio brigar contigo. Odeio quando você pede desculpa sem nem saber o porquê. E odeio chorar na sua frente. Odeio quando você começa a brincar no meio de uma discussão. Odeio quando você não larga os joguinhos. Odeio quando você assopra meu olho quando eu estou chorando. Odeio quando você não quer fazer nada. Odeio seu ronco. Odeio quando você espirra e não põe a mão na frente. Odeio quando você está mal humorado.

Mas eu te amo tanto. Amo seu sorriso. Amo sua boca. Amo apertar sua bunda. Amo seu nariz. Amo quando você me faz rir. Amo quando você limpa minhas lágrimas. Amo quando você me abraça forte. Amo quando você faz carinho na minha mão. Amo quando você faz carinho. Amo quando você fica preocupado. Amo quando você dorme no meu colo. E amo quando eu durmo no seu. Amo quando você me beija. Amo quando você diz que me ama. Amo quando você manda mensagem de madrugada. Amo quando você me acorda me beijando. Amo nossa conchinha. Amo suas mãos. Amo o jeito que você ama o que você faz. E amo o jeito que você se esforça pra melhorar sempre. Amo suas piadas sem graça. Amo quando eu acho que você não vai ligar e logo depois você liga. Amo como cada dia vira novidade. Amo ter feito fotografia com você. Amo nossas fugidas. Amo suas histórias malucas. Amo seu medo de ficar careca. Amo suas orelhas de elfo. E amo sua foto de criança.

Por mais que eu odeie tanta coisa em você, nada é maior do que meu amor. Odeio você e amo o jeito que você faz eu te amar a cada dia.

Te amo, não tem jeito, não tem como esquecer.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Conforto

Preciso falar com quem me ouça. Com quem saiba do que estou passando. Com quem possa sentir o que estou sentindo. Só preciso falar. Nunca falo, pois nunca compreendem. Preciso que compreendam. Não sou aquela fortaleza que tento passar, nem tão frágil como possam pensar. Sou humana, tenho minhas fraquezas, mas também sei ser forte quando preciso. Já desmoronei algumas vezes, poucas, admito. Tudo que tenho, guardo para mim, e às vezes a represa vaza. E quando vaza, cuidado. Mas corro para o que confio e para o que estou precisando naquele momento: conforto. Preciso somente de conforto.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Bom, mas doi


Quero amar cada segundo que me resta, mas acabo pensando em cada segundo que me resta. Não tinha parado para pensar nisso antes, e agora só penso. Não é bom, mas é o que é. Sei o que vai ser e agora só me resta aproveitar o que me resta. Não que isso seja uma reclamação. É bem melhor do que não ter nem o que aproveitar. Não ter tido o que está sendo. Nem saber o que é isso. Mas perder isso também não é bom. Mesmo que seja por um tempo. O problema é que a gente nunca sabe se esse tempo volta ou se foi perdido para sempre. E aí, tudo que resta são boas lembranças e bastante saudade.

O pensamento vem, o coração aperta, a lágrima fica presa e a palavra agarra na garganta. Não! Não quero falar! Não quero pensar! Tento me agarrar à parte boa. A parte nova. Tudo que mudou, que me acrescentou e que fez meu coração sorrir. E ele ainda sorri, e cresce, e brilha. Meu coração é minha mais preciosa memória de tudo que eu mais desejo lembrar.